quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Curiosidades

Que aqui é tudo muito diferente todo mundo já sabe, mas algumas coisas são bastante curiosas, engraçadas ou quase bizarras.
Nesse post eu vou enumerar algumas delas.

1- O trânsito em Wellington é uma beleza! A cidade é pequena (180 mil habitantes, mas são 450 mil se contar com o entorno) então não existem congestionamentos. Totalmente ao contrário dos motoristas goianienses (dos quais, numa escala de 0 a 10, eu sinto saudade -500), aqui todos (menos os taxistas... taxista deve ser igual em todo lugar do mundo) obedecem às leis de trânsito: não furam sinais, dão seta, respeitam as faixas de pedestre, andam devagar (tem lugar no centro que o limite de velocidade é 30km/h e as pessoas REALMENTE trafegam a 30km/h), essas coisas...
Desde que cheguei aqui, acho que no máximo 2 vezes eu vi um motorista se estressando com outro a ponto de buzinar ou gesticular algum desaforo (sim, porque acho que os kiwis raramente FALAM um desaforo).
As buzinas aqui eles guardam pros túneis!
Não me pergunte o por quê...
É só entrar no túnel que começa a sinfonia.
Ainda vou perguntar pra alguém daqui se existe alguma explicação pra isso.
E aí, acabou o túnel, todo mundo volta ao tradicional silêncio.

2- Os kiwis certamente são mais fechados que os brasileiros (até porque os brasileiros são "dados" demais, né?), mas não chegam a ser carrancudos. Na verdade eles são bem simpáticos e receptivos, mas mantendo uma certa distândia. Literalmente.
Se tem uma coisa aqui que eu gosto muito é dessa distância.
Você pode andar numa calçada lotada de gente que NINGUÉM te esbarra. Aliás, ninguém nunca te encosta.
Adoro!

3- Eu já comentei aqui no blog sobre a confiança que as pessoas têm umas nas outras. E isso chega a níveis totalmente inacreditáveis pra quem morou a vida toda no Brasil. Exemplos:
- na véspera do natal, uma loja indiana aqui perto de casa estava em promoção. Eles colocaram várias mesinhas do lado de fora da loja, na calçada de uma rua bastante movimentada, com um monte de anéis, pulseiras, colares etc e nenhum vendedor ficava lá vigiando as coisas. O pessoal que passava pela rua parava, pegava as coisas, experimentava pra ver como ficava e NINGUÉM da loja nem ia lá;
- alguns supermercados aqui têm caixas self service. Você mesmo passa os produtos no leitor de código de barras, coloca nas sacolas e paga. Existe sim uma forma de controle: as sacolas ficam sobre uma balança, que vai controlando o peso do que foi passado no leitor com o que está efetivamente sobre ela, mas se fosse no Brasil o pessoal ia dar um jeito de burlar o esquema. Fácil.

4- Aqui ninguém paga conta de água. É "de grátis"... põe na conta do governo.
Por que? Não sei... e me deu a maior preguiça de pesquisar. Só sei que é bom demais!
:D

5- Tatuagem já deixou de ser "diferente" há muito tempo.
A diferença é que aqui tem MUITA gente com MUITA tatuagem. Inclusive pessoas de mais idade... com seus 60 anos ou mais.
Parece-me (por observação própria) que os Maoris têm essa tradição, e eles tatuam inclusive o rosto. Talvez por isso o resto da população tenha incorporado o hábito...
Os tatuadores devem ganhar uma grana fazendo e refazendo os desenhos nesse povo super branco que vive tomando esse sol assassino.

6- Nesses 2 meses que estou aqui nunca vi uma única formiga. Nem pernilongo ou mosquito. Em Wellington já vi umas 5 mosconas, daquelas grandes mesmo, lerdas que só elas. Fácil de matar.
Então você pode deixar chocolate, bolo, copo com refrigerante, pote de sorvete... tudo aberto. Não aparece nenhuma formiga e eu acho isso INCRÍVEL. No Brasil você conta até 3 e elas já estão quase te levando junto, se bobear.
Ponto pra NZ!
Eu tenho verdadeiro horror a insetos. Todos eles! Acho inclusive que todo bicho que tenha menos de duas ou mais de quatro patas poderia desaparecer pra sempre da face da Terra.

7- Não existem ambulantes nas praias (ou em qualquer outro lugar da cidade... nem nos sinais). Nenhum.
É bom porque não vira aquele inferno de gente gritando e te incomodando o tempo inteiro, mas poxa... nem um picolezinho!
E aí se você vai a praia passar um tempo e quer comer alguma coisa existem 2 opções: ou você compra em algum lugar lá perto ou leva de casa, e neste caso como é o nome disso? Farofeiro!
:D
Não tem ambulante, mas tem farofeiro DE MONTE!
Farofeiro neozelandês. Com classe, tá?

8- Eu achava que a "ditadura da magreza" feminina era mundial. Não é.
Aqui não tem disso...
Na academia, quando vou pra bicicleta, sempre pego alguma revista pra ajudar a passar o tempo e várias vezes me deparei com reportagens criticando atrizes/cantoras muito magras.
Na verdade muitas das que eles criticam nem são tão magras assim... nada anoréxico!
E quando alguma famosa dá aquela descuidada BÁSICA e ganha um monte de quilos (estilo Mariah Carrey atualmente) eles acham o máximo e falam que ela está ótima, linda!
Sorte das neozelandesas!

9- Os comerciais de TV são ótimos! Muito criativos e/ou engraçados.
Claro que tem umas coisas toscas, mas a maioria é muuuuuuito divertida!
E ainda tem as campanhas do governo, que são no mínimo inusitadas.
Uma delas, que só prestei atenção essa semana e dei muita risada (embora o assunto seja sério), é uma que chama "Don´t drink and fry", que traduzindo seria "Não beba e frite".
Segundo os bombeiros, cerca de 50% dos incêndios são causados por pessoas que beberam, resolveram fritar alguma coisa e acabaram dormindo antes de terminar. E eles recomendam que, se você bebeu, peça alguma comida pronta ao invés de ir fritar algo.
:D
É, eles não têm grandes problemas como o Brasil.
Links para vídeos dessa campanha aqui e aqui.
E enquanto eu escrevia, a Lídia, do Nois na Niu Zíla, que mora em Auckland, publicou um post falando exatamente sobre essas campanhas do governo daqui com outros exemplos. Dá uma olhada lá!


E até o próximo post!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Fotos aleatórias

Como o tempo fechou e não dá pra ir pra praia, vou aproveitar pra colocar aqui umas fotos sem contexto e outras que eu fiquei devendo.

Dia seguinte à minha chegada, no hotel em Auckland
Sacou?
???
Chorkito tava com os pés frios
Pizza do marido!
A árvore de natal da Telecom, à noite
E uma visão de dentro dela
Completa, chefia

Post saudade

Um post com esse título dispensa maiores explicações...

Ricardo, Helena, mãe, pai e meu irmão, Caio
Tonha e suas poses pra foto
Seu Jorge, sempre esparramado...
Tias Vilica e Celina, com minha vózinha Leontina, em seu aniversário de 93 anos
Aline e Arthur, lá em Caldas
Carlos Jr e Rafa, quando ela foi nos visitar pela penúltima vez em Goiânia
Carlos Jr (sentado), Tadeu, Roberto, Aika (!!!) e André no meu aniversário de 31 anos
Glória, Darlane, Solane, Luiza e Ana Luiza, queridas colegas de trabalho, no dia do "Chá de Pano de Prato"
Carlos e Junior, meus companheiros de sala, sempre sacaneando alguém (nesse caso, a Luiza)
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