sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Wanganui e arredores

Depois de tanto tempo, aqui estou pra mostrar fotos da nossa última viagem.
Vou tentar fazer um post mais resumido porque estou EXAUSTA.
E por que estou exausta? 
Porque tenho 32 anos (e meio), não tenho dormido o necessário há vários dias, acabei de passar por essa viagem de 3 dias que incluiu muitas horas dentro de um carro, uma leve intoxicação alimentar e muita, mas MUITA caminhada, incluindo uma semi-subida a um vulcão.
Pois então comecemos...

Sábado, dia 29, pegamos a estrada rumo a Wanganui, que fica a cerca de 200km daqui (dessa vez éramos 3: o Bruno, irmão do Guilherme, está aqui passeando).
Ficamos hospedados em um Holiday Park, que é tipo um camping. Tem gente que vai acampar, outros vão de trailer, outros (como nós) alugam as cabines, e aí existem as áreas comuns: uma cozinha grande, uma sala, churrasqueira e piscina.
Como estava uma ventania estilo Wellington de ser, partimos pro churrasco.

Foto da foto
E essa é a foto que o Bruno estava tirando
Não parece um boneco de vodu?
Hora da refeição

Barriga cheia, fomos até o centro comprar algumas coisas e dar uma volta.
A cidade é uma graça e a avenida principal (Victoria Av.) tem vasos de flores nas marquises de todas as lojas, do começo ao fim. Lindo!
Durante nosso passeio encontramos, sem querer, o Queens Park e alguns monumentos em homenagem aos soldados que morreram durante as guerras.
Fotos

O Handspan, uma escultura dedicada à cultura da paz e da não-violência...
Ela é toda cheia de mãos de argila como essas
E quem disse que na NZ não existem vândalos? Pobre ovelhinha...

Mais tarde a ala masculina partiu pra um passeio na praia/rio (lá em Wanganui passa esse rio enorme que vocês verão em várias fotos).
E não se assustem com a praia! 
É feia como Waitarere, que citei no post da viagem para Waikanae. Aliás, elas ficam mais ou menos próximas, então qualquer semelhança não é mera coincidência.
:D

A praia cheia de troncos de árvores
Rio Wanganui
Esquema da junção do rio com o mar
O rio à esquerda e o mar à direita

Domingo de manhã, clima 100% melhor, pegamos a Wanganui River Road (Estrada do Rio Wanganui), que vai de Wanganui até Pipiriki (você riu?).
Essa estrada começou a ser construída em 1934 e demorou 30 anos pra ficar pronta por causa de enchentes e deslizamentos. Como a maioria das estradas daqui, tem zilhares de curvas e paisagens deslumbrantes.

Ainda na cidade
Aramoana Summit - 230m acima do nível do mar...
... nossa primeira parada na estrada.

Oyster Cliffs (Falésias de Ostras) - um dia isso esteve no leito do mar.
Um monte de conchas de ostras fossilizadas
Mas a gente não tava na NZ?!?
"Metade de seu comprimento original. Escavada a partir de uma única árvore totara. Foi uma das várias canoas usadas pelos Maoris em lagos, rios e no mar. Estas canoas eram usadas para ... (não dá pra ler), viagens e trocas. Algumas podiam carregar até 100 ... (o resto tb não entendi)"
E a tal canoa da plaquinha

De Pipiriki, fomos até Raetihi e depois Ohakune, de onde se tem essa visão:


Aquele ali é o Monte Ruapehu, um dos vulcões mais ativos do mundo (a última erupção aconteceu em 2007) e o maior da NZ, além de ser o ponto mais alto da ilha norte... e foi pra lá que nós seguimos.


A estrada leva até a entrada de uma das estações de esqui. De lá, continuamos a pé.
A intenção era chegar até onde tivesse neve...
As fotos vão na sequência da subida.

Parece perto da neve, não? Pois é, mas estava loooonge ainda :D
Vocês já assistiram um filme que chama "Frozen"?
Mais ou menos 50 minutos de subida depois... resolvemos descer
Devemos ter chegado a uns 1850 metros

Voltando pra casa

Olha que bonitinha a montanha sendo reflorestada com pinheiros

Já em Wanganui, mas antes de voltar pra nossa casinha, passamos na Durie Hill Tower (uma torre que fica no bairro de Durie Hill). São 176 degraus e (dizem que) lá de cima a gente vê os montes Taranaki (outro vulcão) e Ruapehu.

Subimos o vulcão e os 176 degraus e ainda conseguimos dar um sorriso mais ou menos!

Segunda de manhã... mais ventania, agora com muitas nuvens e chuva.
Antes de voltarmos pra Wellington, passamos em outros pontos turísticos de Wanganui.

- Virginia Lake Reserve: fica dentro da cidade e tem um lago bem grande, uns jardins de inverno rodeados por umas esculturas bem... digamos... de gosto duvidoso, e um zilhão de patos, de todas as cores, tamanhos e formatos imagináveis.
:D

Dentro do jardim de inverno
Pessoal bonito...
?!?
Esse aí dava um assado bom!

- Bason Botanic Gardens, que não fica devendo nada ao Jd. Botânico de Wellington.

Churrasqueira a gás no jd botânico. Só chegar e usar.

E finalmente Kai Iwi Beach, uma praia que fica num povoado bem isolado, onde ficam as falésias que procuramos o fim de semana todo...
Uma pena que a maré estava alta e o clima estava péssimo, então nem deu pra dar uma volta na praia e mostrar as falésias direitinho.

O povoado (quase) fantasma

E de lá pegamos nosso caminho de volta a Windy Wellington, que, surpreendentemente, estava com o céu  aberto e muito sol... tudo que a gente nunca esperava encontrar. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pequeno problema com o maldito Blogger

Queridos visitantes,

É com grande pesar que informo: passei umas 3 horas fazendo um post e de repente, faltando subir 3 fotos, o blogger me avisa que eu não tenho mais espaço.
Digno, não?
Tentei comprar espaço adicional mas esnobaram meu cartão de crédito.
Como são quase 10 da noite e eu estou absolutamente morta, vou deixar pra amanhã (e pro Guilherme resolver esse abacaxi).
Muito provavelmente mudaremos de endereço... ou não... bem, veremos o que acontece.
É certo que amanhã as fotos estarão no ar.
Boa noite e até amanhã!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Curiosidades

Que aqui é tudo muito diferente todo mundo já sabe, mas algumas coisas são bastante curiosas, engraçadas ou quase bizarras.
Nesse post eu vou enumerar algumas delas.

1- O trânsito em Wellington é uma beleza! A cidade é pequena (180 mil habitantes, mas são 450 mil se contar com o entorno) então não existem congestionamentos. Totalmente ao contrário dos motoristas goianienses (dos quais, numa escala de 0 a 10, eu sinto saudade -500), aqui todos (menos os taxistas... taxista deve ser igual em todo lugar do mundo) obedecem às leis de trânsito: não furam sinais, dão seta, respeitam as faixas de pedestre, andam devagar (tem lugar no centro que o limite de velocidade é 30km/h e as pessoas REALMENTE trafegam a 30km/h), essas coisas...
Desde que cheguei aqui, acho que no máximo 2 vezes eu vi um motorista se estressando com outro a ponto de buzinar ou gesticular algum desaforo (sim, porque acho que os kiwis raramente FALAM um desaforo).
As buzinas aqui eles guardam pros túneis!
Não me pergunte o por quê...
É só entrar no túnel que começa a sinfonia.
Ainda vou perguntar pra alguém daqui se existe alguma explicação pra isso.
E aí, acabou o túnel, todo mundo volta ao tradicional silêncio.

2- Os kiwis certamente são mais fechados que os brasileiros (até porque os brasileiros são "dados" demais, né?), mas não chegam a ser carrancudos. Na verdade eles são bem simpáticos e receptivos, mas mantendo uma certa distândia. Literalmente.
Se tem uma coisa aqui que eu gosto muito é dessa distância.
Você pode andar numa calçada lotada de gente que NINGUÉM te esbarra. Aliás, ninguém nunca te encosta.
Adoro!

3- Eu já comentei aqui no blog sobre a confiança que as pessoas têm umas nas outras. E isso chega a níveis totalmente inacreditáveis pra quem morou a vida toda no Brasil. Exemplos:
- na véspera do natal, uma loja indiana aqui perto de casa estava em promoção. Eles colocaram várias mesinhas do lado de fora da loja, na calçada de uma rua bastante movimentada, com um monte de anéis, pulseiras, colares etc e nenhum vendedor ficava lá vigiando as coisas. O pessoal que passava pela rua parava, pegava as coisas, experimentava pra ver como ficava e NINGUÉM da loja nem ia lá;
- alguns supermercados aqui têm caixas self service. Você mesmo passa os produtos no leitor de código de barras, coloca nas sacolas e paga. Existe sim uma forma de controle: as sacolas ficam sobre uma balança, que vai controlando o peso do que foi passado no leitor com o que está efetivamente sobre ela, mas se fosse no Brasil o pessoal ia dar um jeito de burlar o esquema. Fácil.

4- Aqui ninguém paga conta de água. É "de grátis"... põe na conta do governo.
Por que? Não sei... e me deu a maior preguiça de pesquisar. Só sei que é bom demais!
:D

5- Tatuagem já deixou de ser "diferente" há muito tempo.
A diferença é que aqui tem MUITA gente com MUITA tatuagem. Inclusive pessoas de mais idade... com seus 60 anos ou mais.
Parece-me (por observação própria) que os Maoris têm essa tradição, e eles tatuam inclusive o rosto. Talvez por isso o resto da população tenha incorporado o hábito...
Os tatuadores devem ganhar uma grana fazendo e refazendo os desenhos nesse povo super branco que vive tomando esse sol assassino.

6- Nesses 2 meses que estou aqui nunca vi uma única formiga. Nem pernilongo ou mosquito. Em Wellington já vi umas 5 mosconas, daquelas grandes mesmo, lerdas que só elas. Fácil de matar.
Então você pode deixar chocolate, bolo, copo com refrigerante, pote de sorvete... tudo aberto. Não aparece nenhuma formiga e eu acho isso INCRÍVEL. No Brasil você conta até 3 e elas já estão quase te levando junto, se bobear.
Ponto pra NZ!
Eu tenho verdadeiro horror a insetos. Todos eles! Acho inclusive que todo bicho que tenha menos de duas ou mais de quatro patas poderia desaparecer pra sempre da face da Terra.

7- Não existem ambulantes nas praias (ou em qualquer outro lugar da cidade... nem nos sinais). Nenhum.
É bom porque não vira aquele inferno de gente gritando e te incomodando o tempo inteiro, mas poxa... nem um picolezinho!
E aí se você vai a praia passar um tempo e quer comer alguma coisa existem 2 opções: ou você compra em algum lugar lá perto ou leva de casa, e neste caso como é o nome disso? Farofeiro!
:D
Não tem ambulante, mas tem farofeiro DE MONTE!
Farofeiro neozelandês. Com classe, tá?

8- Eu achava que a "ditadura da magreza" feminina era mundial. Não é.
Aqui não tem disso...
Na academia, quando vou pra bicicleta, sempre pego alguma revista pra ajudar a passar o tempo e várias vezes me deparei com reportagens criticando atrizes/cantoras muito magras.
Na verdade muitas das que eles criticam nem são tão magras assim... nada anoréxico!
E quando alguma famosa dá aquela descuidada BÁSICA e ganha um monte de quilos (estilo Mariah Carrey atualmente) eles acham o máximo e falam que ela está ótima, linda!
Sorte das neozelandesas!

9- Os comerciais de TV são ótimos! Muito criativos e/ou engraçados.
Claro que tem umas coisas toscas, mas a maioria é muuuuuuito divertida!
E ainda tem as campanhas do governo, que são no mínimo inusitadas.
Uma delas, que só prestei atenção essa semana e dei muita risada (embora o assunto seja sério), é uma que chama "Don´t drink and fry", que traduzindo seria "Não beba e frite".
Segundo os bombeiros, cerca de 50% dos incêndios são causados por pessoas que beberam, resolveram fritar alguma coisa e acabaram dormindo antes de terminar. E eles recomendam que, se você bebeu, peça alguma comida pronta ao invés de ir fritar algo.
:D
É, eles não têm grandes problemas como o Brasil.
Links para vídeos dessa campanha aqui e aqui.
E enquanto eu escrevia, a Lídia, do Nois na Niu Zíla, que mora em Auckland, publicou um post falando exatamente sobre essas campanhas do governo daqui com outros exemplos. Dá uma olhada lá!


E até o próximo post!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Fotos aleatórias

Como o tempo fechou e não dá pra ir pra praia, vou aproveitar pra colocar aqui umas fotos sem contexto e outras que eu fiquei devendo.

Dia seguinte à minha chegada, no hotel em Auckland
Sacou?
???
Chorkito tava com os pés frios
Pizza do marido!
A árvore de natal da Telecom, à noite
E uma visão de dentro dela
Completa, chefia

Post saudade

Um post com esse título dispensa maiores explicações...

Ricardo, Helena, mãe, pai e meu irmão, Caio
Tonha e suas poses pra foto
Seu Jorge, sempre esparramado...
Tias Vilica e Celina, com minha vózinha Leontina, em seu aniversário de 93 anos
Aline e Arthur, lá em Caldas
Carlos Jr e Rafa, quando ela foi nos visitar pela penúltima vez em Goiânia
Carlos Jr (sentado), Tadeu, Roberto, Aika (!!!) e André no meu aniversário de 31 anos
Glória, Darlane, Solane, Luiza e Ana Luiza, queridas colegas de trabalho, no dia do "Chá de Pano de Prato"
Carlos e Junior, meus companheiros de sala, sempre sacaneando alguém (nesse caso, a Luiza)