quarta-feira, 27 de abril de 2011

Faltam 2 meses!

Pois é, faltam 2 meses pra chegarmos no Brasil.
Estou contando os dias!!!
Preciso começar a fazer a lista de todas as coisas que quero fazer/comer.
Muito mais comer que fazer..

Enquanto isso, tenho curtido uma prévia do inverno Wellingtoniano.
"Curtido" porque na maioria das vezes posso ficar em casa com meu moletom e pantufas... e com o aquecedor do lado.
Os dias já estão assustadoramente mais curtos e as temperaturas, horrivelmente mais baixas.
Aliás, essa questão dos dias curtos é bem interessante.

Lá pra dezembro e janeiro costumava anoitecer muito mais tarde. No auge dos dias longos estava escurecendo perto de 10 da noite (e isso acabava com meu sono).
Eu brincava com o Guilherme dizendo que eram 9 horas da tarde...
Com o fim do verão, isso foi mudando bastante rápido.
Hoje em dia às 18h já é noite. Especialmente quando está chovendo.
E aqui, ao contrário do fictício inverno do cerrado, a chuva é uma constante em junho/julho/agosto, e isso (pelo que eu já vi) piora consideravelmente o frio.
Dia desses aqui fez 6ºC com vento, o que dava uma sensação térmica de 1ºC.
Ou seja, era 1ºC, porque o que eu sinto é muito mais importante do que o que o termômetro diz.
:P

Enfim, vai ser ótimo perder o 1 mês do auge do inverno.

O Banksy ainda está por aqui!
O plano era ficar 1 semana, mas ele ficou meio doentinho (mas já está bem) e no fim das contas vai ficar aqui quase 1 mês! Sexta da semana que vem a cirurgia de castração está marcada.
E ele está lindo demais! Melhorou 200% da timidez e já virou o dono da casa.
Eu até queria colocar uns videos dele brincando, mas isso certamente acabaria com o espaço a que tenho direito.
Então fotos do que ele mais faz na vida: dormir.

Patinha de travesseiro
Leãozinho
Isso foi ontem, que tava bem frio. Fiz uma cama do lado do aquecedor e ele não saiu mais de lá
E uma dele brincando... com uma ERVILHA hehehe

Fora a diversão garantida com o Banksy, semana passada também tivemos show da Fernanda Takai aqui em Wellington.
E foram DOIS shows.
O de sábado foi no Matterhorn, um restaurante/pub, e o de domingo foi no Te Papa, o principal museu da cidade.
Ambos com entrada franca e estavam lotados.
Públicos diferentes, claro (no Te Papa tinha um moooonte de gente bem mais velha, o que achei muito curioso), e brasileiros por todos os lados.
E os shows foram muito bons.
Claro que eu preferiria se fosse show do Pato Fu, mas longe de mim querer reclamar né?
:D

As fotos foram poucas.
No Matterhorn estava muito escuro e lotado. Pra conseguir tirar uma foto decente eu ia precisar chegar bem na frente do palco.
Já no Te Papa... bem... a gente não ia ao show.
Fomos à feira comer churros, e como é do lado, resolvemos ir de última hora.
Por causa disso, não levamos a câmera boa, e as fotos foram tiradas do iphone do Guilherme.
Uma pena, porque o palco era lindíssimo (a Fernanda Takai até disse que era o palco mais bonito que eles já tinham tocado e que queria levar com eles pro resto da turnê).

Matterhorn lotado
John e Fernanda
No Te Papa: repare na quantidade de cabecinhas brancas na platéia

E foi assim nosso feriado de páscoa.
Espero que todos tenham comido muitos Alpinos por mim porque eu comi muitos ovos recheados com marshmallow por vocês!
:D

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O alento

Na terça-feira ainda, depois de todas as más notícias e do (meu) chororô, numa hora em que eu passava pela recepção do SPCA, a responsável pelo 'fostering' me perguntou se eu ainda estava disposta a ter um gato em casa.
Eu disse que sim, claro, mas pedi que me dessem um gatinho saudável dessa vez. Se não saudável, que pelo menos não estivessem cogitando sacrificá-lo em algum momento num futuro próximo.

Ela me deu toda razão e disse que tinha um filhote que precisava de uma casa pra ficar por 1 semana.
Ele seria castrado naquele dia, mas por algum motivo não foi, e só teriam vaga pra cirurgia semana que vem. Além do mais o gatinho é meio tímido e precisa de atenção e muuuuuito colo e carinho pra ver se 'amansa' um pouco.
Bem a minha cara...
:D

Ainda na terça à tarde fui lá buscá-lo.
O nome dele é Banksy (em homenagem a um artista de rua britânico famoso) e tem por volta de 2 meses.
Realmente é um gatinho tímido e assustado.
No começo ele se meteu debaixo do sofá e só parou de ir pra lá quando tiramos os pés do sofá (hehehe).
Agora ele fica sempre no cantinho entre a janela, o sofá e a parede, mas já está bem mais à vontade.
É muuuuuuuito pequeno e gordinho... coisa mais fofa.
E por ser muito novinho, ainda tem os olhos azuis mais lindos, com umas partes já mudando pra verde perto da pupila.
E me lembra o Renato, um gato lindo, gordo, peludo e manso que eu tive na época em que perdemos as contas de quantos gatos existiam lá em casa.

Olha que coisa mais linda!
Isso aí cura qualquer tristeza...

No cantinho
Carinha de assustado
Meio desconfiado no colo
E ele adora ficar nesse braço do sofá enquanto ganha um carinho
Fazendo charme
Os olhos azuis
Bocejando, mas parece até que é bravo!
"É comigo?"

Sobre a Cutie

Ninguém gosta de escrever sobre coisas tristes, mas dessa vez não tenho como escapar, já que o último post era sobre ela.
Tentarei ser breve.

A Cutie foi entregue pelo dono ao SPCA por estar com uma infecção urinária forte. Aparentemente ele tinha um monte de gatos em casa e (imagino) não podia/queria pagar pelo tratamento.
Ela recebeu antibióticos por um bom tempo e, nesse meio tempo foi castrada.
Durante a cirurgia, os veterinários perceberam que ela tinha algumas malformações nos órgãos do aparelho urinário, mas quiseram tentar o tratamento mesmo assim.
Resolvida a infecção, ela ainda apresentava incontinência urinária.
Como lá no SPCA eles não têm como monitorar de perto os animais (por serem muitos), me entregaram a Cutie pra que eu observasse como ela se comportava.
Nos 4 dias em que ela ficou aqui, em apenas 1 ela parecia estar realmente bem.
Nos demais ela ia várias vezes por dia na caixinha de areia, fazia força e não saía nada ou saía só uma gotinha; nos últimos 2 dias também estava com incontinência.
Sábado fomos com ela até o SPCA procurar por uma calcinha daquelas que as cadelas usam quando estão no cio, mas quando contei o que estava acontecendo, já quiseram que ela ficasse lá e avisaram que o pior poderia acontecer.
Ficamos arrasados.
Foi um fim de semana com cara de funeral...
Ontem, terça de manhã, meu dia de voluntária, cheguei cedo e perguntei por ela.
Logo veio uma enfermeira com uma cara que dispensava maiores explicações...
Me contou a história e disse que o prognóstico era péssimo.
Uma gata tão nova já com um problema desse é uma séria candidata a ter insuficiência renal.
Sem contar que ninguém ia querer adotar um gato com incontinência urinária.
Então os veterinários (precisa da anuência de 3 deles) optaram pela eutanásia.
Eu ofereci para trazê-la de volta aqui pra casa e tentar por mais um tempo... ver se apresentava alguma melhora, mas me disseram que ela já estava assim há algum tempo e por ser um problema de malformação, não adiantaria em nada e ainda prolongaria o sofrimento dela.
Na hora do meu intervalo fui lá passar um tempo com ela.
Eutanásia é sempre muito triste, mesmo que seja o melhor pro bichinho.
Ainda mais no caso da Cutie...
Eu já tive zilhares de gatos e nunca vi um tão carinhoso quanto ela.
Ela era realmente um amorzinho.
Ficou aqui 4 dias e conquistou a gente completamente.

Cutie está agora no céu dos gatos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A foster gata e a churrasqueira

Que eu adoro gatos não é novidade.
Deixar meus 2 "filhos" no Brasil foi (e ainda é) bastante difícil, mesmo sabendo que eles estão sendo muito bem cuidados.

Foi essa a motivação pra procurar algum lugar que lidasse com gatos e fazer trabalho voluntário (eu ajudo e ainda funciona como uma terapia).
E eu achei O lugar.
O SPCA existe desde 1824 na Inglaterra. Com a colonização vieram também as leis, incluindo a de proteção aos animais, e o 1º SPCA neozelandês surgiu em 1872 (hoje são 48 unidades no país).
O que mais me impressiona é que eles não recebem nenhuma ajuda do governo e sobrevivem só de doações.
Diferentemente das "carrocinhas" brasileiras, aqui eles só fazem eutanásia nos bichinhos se eles tiverem alguma doença incurável ou um temperamento muito muito ruim (e depois de tentar mudar isso, sem sucesso). Fora isso os animais ficam lá o tempo que for preciso até serem adotados e recebem todo o tratamento necessário durante esse tempo (incluindo castração e microchip).

Além das doações, existem várias outras formas de ajudar, como o trabalho voluntário e o que eles chamam de fostering (alguém me ajude com uma tradução boa pra isso, que eu pensei, pensei e não achei).
Fostering é tipo... ser um lar temporário, e eu só não me ofereci pra isso antes porque não podia ter animais nos outros lugares em que moramos.
Mas agora eu posso e semana passada deixei meu formulário lá.
Anteontem me ligaram dizendo que tinham um gato 'adolescente' pra mim e ontem, depois de terminado meu turno, fui lá ver 'quem' era.
O nome dela é Cutie, ela tem 4 meses e estava internada há +/- 1 mês pra tratar algum problema no trato urinário que eu não sei ao certo o que é.
Terminado o tratamento, eles precisavam que ela fosse pra um lar onde pudesse ser monitorada pra ver se está tudo bem.
E aqui estamos!

A pobrezinha passou 1 mês numa gaiola, então ontem quando ela se viu solta, com espaço pra brincar e gente dando atenção, ela só faltou sorrir. Correu de um lado pro outro sem parar, subiu em tudo que podia e explorou cada cantinho da casa.
E ela é um amorzinho! Super carinhosa, manhosa e está sempre por perto.
Tô amando!

Ela vai ficar aqui por 1 mês (em princípio), e depois deve ser levada de volta pra uma consulta, quando farão a avaliação de se ela está pronta pra ser adotada. Se estiver tudo bem e eles tiverem vaga (porque lá eles vivem super lotados), ela já fica por lá (dessa vez não numa gaiola, mas numa sala super espaçosa, cheia de almofadas, brinquedos, etc) até arrumar um lar definitivo.

E eis a gatinha!

Ganhando um dos muitos mimos
Olhão de coisa doida
Durante o dia, que é pra me ver melhor
Fazendo pose!

Pra finalizar, aproveito pra colocar aqui as fotos da tão sonhada churrasqueira!
Guilherme fala nisso desde sempre, então no fim de semana passado ele finalmente realizou o desejo.
Sábado E domingo teve churrasco.

Um pedacinho de picanha :D
O durante

Aliás, aproveito pra fazer meu protesto contra as linguiças neozelandesas!
A grande maioria é MUITO ruim, com uns temperos muito fortes e estranhos (essa aí da foto tinha gosto de menta e anis... vê se pode). Faz a gente sonhar com a linguiça calabresa!
Abraços!

domingo, 27 de março de 2011

A casa nova

A saga da nossa casa nova começou ainda no fim do ano passado.
O contrato do apartamento em que morávamos acabava dia 28 de fevereiro, e desde sempre nossa vontade era de morar numa casa.
Por um tempo, em dezembro, procuramos por essa casa, mas nunca dava certo.
Ou era terrível, ou muito longe, ou estaria desocupada muito antes do fim de fevereiro.

Em janeiro muita coisa aconteceu...
Muita coisa que é melhor eu nem citar aqui, mas de qualquer forma não influencia no desfecho da história.
O que aconteceu foi que não achamos nenhum lugar legal pra ir e o único que atendia às nossas exigências daquele momento era um lugar horrível.
Nem vou perder meu tempo (e o seu) descrevendo como era.
Guilherme e eu nos referíamos a ele como "muquifo"... ou "cafofo".

No 3º dia de cafofo o Guilherme me perguntou se eu animava mudar de novo (porque a mudança inteira fomos nós 2 que fizemos).
Desde então começamos novamente nossa procura.
Passei umas 2 semanas visitando apartamentos quase que diariamente.
A essa altura já havíamos desistido de procurar a casa.
Precisávamos de um lugar no centro... e centro geralmente significa apartamento.

Num sábado marcamos visitas a 4 lugares.
O 1º era uma casa. Horrorosa, num lugar péssimo, puro mofo.
O 2º também era uma casa... velha e cheia de mofo.
Desanimados, partimos pro 3º... e qual não foi nossa surpresa!
Era uma casa (na verdade eles chamam de flat) muito bonitinha, bem iluminada, quente e... sem mofo!
Preenchemos os formulários na hora e entregamos pro cara da imobiliária .
E ficamos no pé até ele dizer que a casa era nossa!
:D

Daí ainda foram mais 2 semanas pra nos mudarmos (a casa ainda estava ocupada na época), e finalmente nesta terça fizemos a mudança!
Debaixo de chuva, no frio... mas sair daquele lugar péssimo pra um lugar tão aconchegante foi um super estímulo.
Valeu cada roxo que eu tenho no corpo agora (e olha que são MUITOS)!!

Já estamos aqui há 5 dias e tem sido só alegria!
Apesar de estarmos morando bem no centro, numa rua mega movimentada, é bem silencioso... e espaçoso!
Guilherme diz que essa casa é maior que o apartamento de 2 quartos que morávamos antes (aqui só tem 1 quarto).
E bate sol! E tem uma árvore bem na nossa janela! Hoje passei a tarde ouvindo os passarinhos cantarem.
Nada melhor.
Aqui é um lote com 4 casas no total. São 2 sobrados (um na frente e outro no fundo do lote), cada um com um flat em cima e outro embaixo. O nosso é o flat de cima do sobrado do fundo, e como tem a árvore na frente, temos bastante privacidade.

A construção é mais antiga e algumas coisas precisavam ser consertadas (mas não serão)... nada que estrague nossa felicidade.
Pra ser bem sincera, me sinto melhor morando numa casinha mais antiga que num apartamento super novo, como era aquele que morávamos até fevereiro.
Lá eu vivia com medo de riscar as paredes e eletrodomésticos com meus esmaltes vermelhos (quem já tentou limpar risco de esmalte sabe o quanto é difícil), ou riscar o fogão de cerâmica com as panelas...
Aqui não.
Posso ser estabanada à vontade.
Deixar a natureza seguir seu curso...
hehehehe

Sem mais delongas, as fotos!

Quando você entra no lote e segue pro fundo, é essa a visão da nossa casa (o andar de cima). Essa janela aberta é a do banheiro.
Área comum dos 4 flats
E aí você sobe
Essa aí é a janela da sala
E esse é o lugar onde o Guilherme vai colocar a churrasqueira que ele tanto quer. Ao fundo, a janela do quarto.
Entrando na casa
Passamos 1 mês sem ter a mesa montada. Agora o Guilherme não sai mais de lá hehehe (na verdade é porque ele tem trabalhado muito)
À direita, a sala
Ontem compramos esses cubinhos. Ficaram um charme na sala nova.
O banheiro lá no fundo, a lavanderia e parte da cozinha
A outra parte da cozinha
Agora temos um cantinho espaçoso pra colocar torradeira, chaleira, máquina de refrigerante, etc etc etc
Da cozinha, olhando pra entrada. Olha que delícia essa árvore!
O sol da manhã na sala e no quarto (lá no fundo)
Nosso quarto enoooorme. Agora não vamos mais chutar os pés da cama :D
Eu queria mostrar pela foto o quanto o guarda roupa é grande, mas não dá. Por dentro ainda tem quase 1 metro quadrado de guarda roupa pra cada lado e eu consigo entrar nele. Lindo!! :D
A janela do quarto
E pra fechar, um recadinho singelo aos meus queridos amigos:
Ô MEU POVO, DEIXEM COMENTÁRIOS PELAMOR DO SANTO DEUS!
Eu montei esse blog pra dar notícias... mas também pra TER notícias!
Já que nenhum de vocês (a Aline tem 20% de desconto nesse caso) me manda e-mail, façam o favor de deixar um sinal de vida.
Quando eu for ao Brasil, podem esperar que eu vou pagar sapo pra geraaaaaaal...
:D

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Christchurch

Hoje faz 1 semana que aconteceu o terremoto em Christchurch.
A cidade ficou muito destruída e está rolando uma comoção nacional. Natural até.
Esse post não é pra dizer o quanto isso tudo é triste, mas pra contar o quanto a abordagem desse assunto, por parte da imprensa, é diferente do que costumamos ver no Brasil.
Desde o dia do terremoto, depois do choque inicial pelo que aconteceu (já que em setembro de 2010 aconteceu outro terremoto, mais intenso que esse, e só 20 pessoas ficaram feridas), já dava pra perceber a diferença.
No Brasil, onde geralmente as tragédias são causadas por descuido ou imprudência, quando o esperado acontece a imprensa fica focada no quanto aquilo foi horripilante e devastador. E dá-lhe William Bonner com sua "cara de tragédia" profissional  (eu adoro o Bonner, a propósito) e as entrevistas intermináveis com zilhares de pobres coitados que perderam tudo, chorando copiosamente pelos parentes mortos e bens destruídos.
E aí os canais ficam brigando entre si pra ver quem consegue achar a pessoa mais miserável com a história mais triste pra botar no ar.
Aqui aconteceu um terremoto, um evento previsível para a Nova Zelândia.
Os prédios (oficialmente) são construídos dentro das normas de segurança e tudo mais, mas um terremoto tão superficial e tão próximo de uma cidade grande meio que torna tudo isso irrelevante (dizem, inclusive, que cerca de 1/3 dos prédios do centro de Christchurch vão ter que ser demolidos).
E sabe como a imprensa encarou isso?
Com esperança! Otimismo, até.
Porque pra que serve ficar se lamentando? Deixar todo mundo ainda mais triste do que já estão vai trazer o que de bom?
Se já aconteceu e as pessoas têm que encarar o acontecido... bola pra frente!
Sabe-se lá quantos meses e quantos bilhões de dólares serão necessários pra reconstruir a cidade (estão falando em 20 Bilhões), mas eles têm que começar isso AGORA!
A dor de quem perdeu um parente, um amigo, a casa... tudo isso é absolutamente respeitado, mas de que adianta ficar focado nisso agora?
Fiquei realmente impressionada com isso porque já havia desistido de TV há muuuuitos meses, por chegar à conclusão de que ela nada me traz de construtivo.
E vem agora uma tragédia dessa me mostrar que a TV pode sim ser usada como um instrumento de incentivo e força. Só depende das intenções de quem está por trás dela.
Tiro meu chapéu pra TV da Nova Zelândia.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Roubados na NZ

Sexta de manhã, quando desci pra garagem pra pegar a scooter e ir pro SPCA, percebi que a van que pára do lado da nossa vaga estava com um vidro quebrado e a porta aberta.
Estranho.
Pensei que o dono da van tinha feito alguma coisa lá na garagem que deu errado e acabou quebrando o vidro por acidente. Não entendi o fato de a porta estar aberta, mas...
Quando subi na scooter, vi que o compartimento que fica logo embaixo do painel estava aberto e uma das 2 pecinhas que o seguram no lugar estava quebrada.
Achei estranho também, mas pensei que talvez a antiga dona tivesse vendido a scooter pra gente assim e só agora eu estivesse percebendo.
Se fosse no Brasil, logo de cara eu teria pensado: FOMOS ROUBADOS!
Mas aqui??
Nunca!
À noite o Guilherme e o Bruno foram ao supermercado e, quando voltaram, chegaram dizendo que o teto do carro do Guilherme tinha sido cortado e o GPS, roubado.
Aí entendi tudo! E fiquei CHO-CA-DA!
Nessa hora eu lembrei que no compartimento aberto da scooter tinha um par de luvas do Guilherme... que também foram levadas, contei o que eu tinha visto de manhã e descemos pra dar uma olhada.
Tiramos foto dos vidros no chão e descobrimos que outro carro também estava com o vidro quebrado.
Fizeram a feira dentro da garagem do prédio!
Guilherme ligou pra polícia e eles entraram em contato outras 2 vezes pra pegar mais informações sobre o ocorrido. Atendimento excelente, aliás.
Disseram que a empresa que administra o prédio vai ser chamada pra prestar depoimento e entregar as imagens das câmeras (que são só 2, uma dentro da garagem mas longe de onde ficam os carros roubados, e outra na saída da garagem).
A sorte é que o carro tem seguro, então o Guilherme vai ter que pagar "só" 300 dolares pra trocar o teto inteiro, porque o gerente do prédio disse que aqui não tem disso de ser ressarcido.
A gente paga caro pra ter garagem e aí vem um espírito de porco, faz uma coisa dessa, e a gente tem que pagar caladinho.
Só sei que foi um acontecimento inesperado e decepcionante.
Agora vamos esperar pra ver o que vira.